25 de março de 2009

Ideias às colheradas


Depois de um dia longo, muito longo, preciso de um pouco de tempo para mim, só para o meu descanso e só para esticar os pés e sentir-me completamente à vontade. Aproveito e estico as ideias que me passam pela cabeça e depois dá em coisas fantásticas como pensar naquela vez em que me apercebi que ao colocar os talheres no escorredor da loiça tive pena quando vi que uma colherzinha de chá tinha sido colocada numa outra divisão do escorredor que não era a mesma onde estavam todos os outros talheres. Apercebi-me da tristeza de deixar a colherzinha ali sozinha, abandonada... peguei nela e coloquei-a junto de outras colheres, nomeadamente entre duas colheres de sopa, porque achei que estas dariam bons pais para aquela colher tão pequena e indefesa. Sequei o lava loiças com um pano, coloquei o pano em cima da loiça e dos talheres e pensei que sabe-se lá até que ponto qualquer coisa, até mesmo a mais inanimada não precisará de companhia e de estar numa qualquer posição de harmonia. Pensei nisto. Pensei nas colheres. Pensei em mim. Pensei na insanidade e nos corações moles dos simples. Pensei também que se a minha vida fosse tomada por uma colher, que fosse por uma colher bem cheia de gelado com sabor a menta e chocolate. E não é que foi? Deus, a pequena colher e os familiares talheres ouviram-me. Pelo menos é o que sinto, sinto que fui ouvida e abençoada, sobretudo nesta altura em que me sinto tomada por sentimentos de extrema felicidade.

23 de março de 2009

Regresso do primo David




O meu primo David esteve a jantar cá em casa há uns dias atrás e, como sempre, passamos sempre umas horas de conversa ora mais animada ora mais compenetrada e confidencial. Depende do tópico, mas a verdade é que a conversa flui sempre muito bem. Há sempre esta ou aquela novidade e aquele tópico mais ou menos 'nerd' que entendemos na perfeição, justamente por nessa parte estarmos em perfeita sintonia. Desta vez o jantar foi Escalopes Cordon-Bleu com massa e molho de cogumelos. A sobremesa foi um pudim de leite creme com noz a enfeitar. Definitivamente, ando numa onda de noz e de 'nós'. Ando possivelmente a sentir algo que vou denominar de 'sensação-de-clima-altamente-social'. É de facto, coisa boa de se sentir. Dá-me vontade de cozinhar e de continuar a experimentar coisas novas e de dá-las a provar a toda a gente.
O jantar foi apreciado e a conversa durou até bem perto das duas da manhã. Fala-se sempre sobre tanta coisa. E rimos sempre tanto, por tudo e por nada. Vale mesmo a pena sentirmo-nos felizes.

20 de março de 2009

O regresso dos bombons

No sábado passado voltei a oferecer bombons (dos meus). A pedido de dois elementos de uma família gigantesca, voltei a meter-me na minha fábrica de chocolate para confeccionar mais uns bombons que, pelo que sei, ficaram bem bons. Desta vez experimentei fazer duas variedades, uns com chocolate meio amargo e noz e outros à base de bolacha Maria, nozes picadas e leite condensado. Depois, tratei de arranjar umas caixas na Loja do Gato Preto et voilá, foi este o resultado. Pessoalmente, os meus bombons preferidos são uns minúsculos que se vendem nos supermercados e que têm um pequeno creme no seu interior. São os bombons da minha vida! Outros de confecção mais elaborada não são muito o meu género, mas pelos vistos, quando os faço e ofereço, desaparecem numa questão de dias, senão horas... Fico contente e sinceramente dá-me gosto meter-me na cozinha e preparar estas pequenas surpresas, feitas com tanto carinho e amor. Em breve, vou encomendar as formas para fazer bombons com recheio de menta ou licor. Talvez esses bombons fiquem mais parecidos com os tais 'bombons da minha vida!' que encontro no supermercado. Entretanto, nunca a vida me soube tanto a chocolate. E como é maravilhoso! Caso para lembrar aquela célebre canção que começa assim: I believe in miracles...
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9 de março de 2009

Sete coisas que me fazem sorrir e dar uma gargalhada



Encontrei há pouco num 'blog vizinho' esta pergunta: quais as sete coisas que me fazem sorrir? Achei curioso que fossem só sete, pois na verdade há pouca coisa que não me faça sorrir, nem que seja um bocadinho. Há, inclusive, coisas que por serem tão más ou ridículas até me dão vontade de dar uma valente gargalhada. Sorrir é coisa pouca, há sempre aquele som que emito, aquele riso que sai cá para fora, quando mais ou menos espero. É coisa deste feitio que já está por tudo, especialmente para rir seja do que for. De forma que, no meu caso em particular, julgo muito mais apropriado nomear sete coisas que me fazem sorrir e outras sete que me fazem dar uma gargalhada. Não tenho ainda ideia do que vai sair daqui, mas acabo de combinar comigo própria que irei escrever as primeiras ideias que me vierem à cabeça. Está bem. Combinado. Parece-me bem. Ora vamos lá então...
Quais as sete coisas que me fazem sorrir?
1- ouvir um piano afinado
2- ouvir uma música que apela aos meus sentimentos
3- ver desenhos animados
4- comer uma sandes de torresmo quando chego a casa
5- beber água quando estou cheia de sede
6- ver e brincar com crianças
7- ver alguém (mesmo um total desconhecido) ganhar um prémio

E agora...
Quais as sete coisas que me fazem dar uma gargalhada?
1- falar com a Dª Olívia sobre namoros de antigamente, subir a àrvores, e o 'episódio do fogão'
2- relembrar episódios da minha infância e adolescência
3- alguém que desafine quando canta
4- ler a poesia erótica que um tímido rapaz aqui da terra escreve e partilha com os amigos
5- alguns programas de televisão: ex: Talk sex with Sue ou Dr. Phil.
6- estar com os amigos
7- a falta de sentido de humor de algumas pessoas

E é tudo. São de facto estas algumas das coisas que me fazem sorrir e dar gargalhadas e, no fundo, ser uma rapariga alegre e feliz por ter o privilégio de sentir tanta vida dentro de si.

6 de março de 2009

Descansa em Paz e Alegria, Afonso

Ainda ontem, quando passei por aqui, olhei para ti, Afonso. Pensei que passados dois meses, é ridículo quando uma pessoa passa a ser de repente, só uma foto, uma imagem de alguém. Pensei em ti, sem te conhecer, sem ter alguma vez falado contigo, ouvido o teu riso, o teu timbre de voz ou conhecido os teus gestos, tiques e manias. Pensei em ti. Talvez me tenhas dado um sinal de que havias partido e alcançado, finalmente, a paz e o descanso. Soube notícias tuas há pouco. Encontraram o teu corpo num rio, em Berlim. Imagino o sofrimento da tua família, amigos e companheiros que rezavam por ti e que alimentavam a esperança de um dia regressares bem a casa. Imagino a sua dor, o seu desespero e a sua tristeza. Imagino que o dia de hoje, cheio de nuvens lhes traga ainda mais neblina e vazio aos corações. Mas há qualquer coisa em mim que me diz que, por alguma razão muito forte e, que o coração de qualquer um de nós não consegue conceber, partiste porque assim tinha de ser. Desconheço as razões do Alto, para essa partida inesperada e tão súbita, mas há mesmo qualquer coisa que me diz que estás aí porque Deus precisava de ti, com urgência e para pores em prática algo incrivelmente bom. A tua missão era afinal uma outra, eternamente especial. Paz à tua alma, Afonso e um beijinho com todo o meu coração virado para o céu, que sei que te acolheu com todo o Amor e alegria.

"Natural de Oliveira de Azeméis, Afonso Tiago, de 27 anos, foi visto pela última vez às 03H40 da madrugada de 10 de Janeiro, junto da estação ferroviária de Ostbahnhof, Berlim, onde se despediu de um amigo, dizendo-lhe que ia a pé para casa, a cerca de 15 minutos de caminho, mas nunca lá chegou."

5 de março de 2009

Flores deste Inverno


Liguei há pouco para a Quinta de Miraventos, para encomendar as flores que marcam este meu inverno, para além das rosas de cor champagne: Ranunculus asiaticus e dianthus. Como são bonitas estas espécies e como ficam bem, em conjunto. Estas flores dão sorte, dão alegria a quem as recebe e dão, sobretudo, uma sensação maravilhosa de coração preenchido. O meu coração sente esta vontade imensa de oferecer flores a toda a gente e acho que nem o carteiro se vai escapar de levar um bouquet dentro da sacola, da próxima vez que parar perto da minha porta. A primeira vez que vi estas flores, fiquei apaixonada por elas e nunca mais deixei de pensar nelas e de querer oferecê-las. São, de facto, lindas, coloridas, alegres, elegantes e simples. Não têm a nada a esconder e têm tudo para oferecer, a sua beleza e a sua cor maravilhosa. No sábado, de manhã bem cedo, lá estarei na Quinta, pronta a receber as flores e a prepará-las para oferecê-las, com duzentas gramas do meu coração tipo açúcar em pó que vou espalhar ao de leve nas flores. Que inverno este, tão surpreendentemente primaveril.